segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A Prova das Sete

Jayme Monjardim escala as mesmas mulheres que abrigou na famosa casa para viver trama de América

Elas ficaram unidas para mostrar a força feminina durante a Revolução Farroupilha, ao ficarem sozinhas numa estância e terem que se defender, enquanto maridos e filhos estavam na frente de batalha, na minissérie A Casa das Sete Mulheres, em 2003, dirigida por Jayme Monjardim.

Dois anos depois Eliane Giardini, Nívea Maria, Camila Morgado, Mariana Ximenes, Samara Felippo, Daniela Escobar e Bete Mendes estão novamente juntas, agora na novela América, sob o comando do mesmo Monjardim, que adota a tática do em time que está ganhando, não se mexe.

Elas não estão no mesmo núcleo, mas são trunfos do diretor na condução da história de Glória Perez. É fidelidade aos atores que gosto. Já as conheço. Numa novela difícil, tenho que ter atores que vestem a camisa, que tenham cumplicidade, entendimento no olhar, afirma o diretor. Não parece o Zagallo? Pois veja o que ele acha de cada uma de sua sete craques.

CAMILA MORGADO (Miss May): Depois do que ela apresentou no filme Olga, já deu para saber o nível de dureza que ela pode apresentar, num estilo bem Bete Davies. Os olhos dela dizem isso. Pode ser simplesmente romântica, mas também firme.

BETE MENDES(Fátima): Bete tem uma força emocional de trabalho alta. Ela consegue expor toda a emoção de uma forma absurda, fazendo o trabalho fluir de forma fácil. É gratificante vê-la vivendo a cena, interpretando.

NÍVEA MARIA (Maria José): Não largo a Nívea por nada desse mundo. Ela tem um olhar que passa muita ternura. Nunca fez uma mulher do campo e, ao enveredar por esse lado, consegue mostrar a identidade da mulher simples brasileira.

DANIELA ESCOBAR (Irene): Conheço todas as atitudes e jeito dela como atriz. Daniela consegue dar o ar sofisticado e ao mesmo tempo perua a Irene. Só quem já trabalhou transitando nos dois mundos sabe dar o tom e ela tem isso.

ELIANE GIARDINI (Viúva Neuta). Ela dá um show de energia, de personalidade, é uma inteligência como atriz. Sem contar que agita o elenco, tem um espírito de luta grande. Uma verdadeira guerreira, que parte para o trabalho de peito aberto.

SAMARA FELIPPO (Detinha): Ela é brejeira. Precisava de uma breteira assim, com esse jeito, e já conheço as carinhas e gestos que dão a ela essa brejeirice grande. E Samara sabe transitar pelo o drama e dar a leveza ao personagem quando é necessário.

MARIANA XIMENES (Raissa): Queria tirar um pouco dessa coisa angelical, do cabelo enrolado, para ter uma garota problema. Ela tem a energia necessária para transformar uma menina pura, suave, numa coisa bem demoníaca.
Fonte: Jornal O Dia - 2005

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